O Mercado Imobiliário Mudou: Mais Compacto ou Mais Espaço? Em Qual Lado Está o Seu Imóvel?
Durante muito tempo, a lógica do mercado imobiliário parecia simples: quanto maior o imóvel, maior seu valor e, consequentemente, maior seu desejo de compra.
Em 2026, essa conta já não é tão óbvia.
O comportamento do comprador mudou. Hoje, vemos dois movimentos fortes acontecendo ao mesmo tempo: pessoas dispostas a abrir mão de metragem para morar melhor localizadas e, no outro extremo, compradores que procuram justamente aquilo que se tornou mais raro — espaço, privacidade, conforto e exclusividade.
Dados e análises recentes do mercado reforçam essa diferença de comportamento. No segmento de alto padrão, localização, qualidade construtiva, infraestrutura, segurança e conforto continuam entre os atributos mais valorizados. Já nos imóveis compactos, praticidade e boa localização ganham protagonismo.
E em uma cidade litorânea como Guarapari, essa transformação ganha características próprias.
De um lado: menos metragem, mais localização
Existe um comprador que não quer necessariamente uma sala enorme ou vários quartos.
Ele quer sair de casa e estar perto da praia.
Quer supermercado, padaria, restaurante, farmácia e serviços por perto. Quer praticidade. Quer um imóvel fácil de manter.
Para esse perfil, um apartamento menor em uma excelente localização pode ser mais interessante do que um imóvel muito maior distante de tudo.
Esse comportamento não é apenas uma percepção do mercado. A procura por imóveis compactos está associada à independência, facilidade de manutenção e, principalmente, à localização.
Em Guarapari há ainda uma particularidade: a praia faz parte da decisão de compra.
Para quem procura segunda residência, imóvel de férias ou mesmo um apartamento para morar, poder fazer boa parte da rotina a pé pode ter um peso enorme.
É a troca de metros quadrados por conveniência.
Do outro lado: espaço voltou a ser luxo
No extremo oposto está um comprador que não quer abrir mão de espaço.
Ele procura casas maiores, apartamentos amplos, terrenos generosos, privacidade, suítes, varanda, piscina, área gourmet, vista para o mar e condomínios fechados.
Nesse segmento, o imóvel não é escolhido apenas pela quantidade de metros quadrados.
O comprador procura uma experiência de morar.
Em mercados litorâneos de alto padrão, a vista para o mar, a infraestrutura e a localização podem produzir diferenças significativas de valor dentro da própria categoria.
É um perfil que encontramos em Guarapari em casas e apartamentos de alto padrão, imóveis frente mar e condomínios residenciais exclusivos.
Então o imóvel do “meio” perdeu espaço?
Não necessariamente.
Apartamentos tradicionais de dois e três quartos continuam tendo público e são fundamentais no mercado residencial.
O que mudou é que o comprador está mais criterioso.
Um imóvel sem um diferencial claro pode enfrentar mais concorrência.
Hoje, perguntas como estas pesam bastante:
A localização é realmente boa?
É possível ir à praia a pé?
A planta é funcional?
Tem vaga?
O condomínio oferece algo relevante?
A vista é diferenciada?
O prédio é bem cuidado?
O preço está coerente com imóveis semelhantes?
Existe facilidade de revenda?
O comprador não está olhando somente para a metragem. Ele está tentando entender o que recebe em troca do valor que vai pagar.
Em Guarapari, localização pode valer mais do que alguns metros a mais
Imagine dois apartamentos.
Um tem 120 m², mas está distante da praia e exige carro para praticamente tudo.
O outro tem 85 m², está próximo ao mar, comércio e restaurantes e permite uma rotina muito mais prática.
Qual vale mais?
Não existe uma resposta automática.
Para uma família grande, o primeiro pode ser perfeito. Para um casal, investidor ou comprador de segunda residência, o segundo pode ser muito mais desejável.
É justamente por isso que avaliação imobiliária não deve ser feita simplesmente multiplicando metragem por um preço médio de metro quadrado.
Imóveis são semelhantes. Raramente são iguais.
E no alto padrão acontece o contrário
No mercado de luxo, espaço continua tendo enorme importância.
Uma casa com terreno amplo, privacidade, piscina, paisagismo, espaço gourmet e vista para o mar oferece algo que não pode ser facilmente reproduzido.
O mesmo acontece com apartamentos maiores, especialmente aqueles com plantas diferenciadas, várias suítes, varandas generosas, poucas unidades no edifício e localização privilegiada.
Em 2026, o segmento de alto padrão continua mostrando demanda própria. Em mercados litorâneos pesquisados pelo Secovi-SP, compradores desse segmento têm buscado localização, qualidade construtiva, infraestrutura, segurança e qualidade de vida.
Isso ajuda a explicar por que dois imóveis com a mesma metragem podem ter valores completamente diferentes.
O que tudo isso significa para quem vai vender?
Aqui está um dos pontos mais importantes.
Não coloque preço no seu imóvel olhando apenas para o anúncio do vizinho.
O preço anunciado não significa necessariamente o preço pelo qual aquele imóvel será vendido.
Antes de colocar uma propriedade no mercado, é preciso analisar:
• localização e rua;
• distância da praia;
• vista;
• posição solar;
• andar;
• idade e conservação do edifício;
• tamanho e funcionalidade da planta;
• vagas de garagem;
• estrutura de lazer;
• padrão de acabamento;
• valores de imóveis realmente comparáveis;
• oferta existente naquele momento;
• perfil do comprador daquela região.
Uma avaliação errada pode produzir dois problemas.
Preço muito baixo pode representar perda patrimonial.
Preço excessivamente alto pode deixar o imóvel meses ou anos anunciado, desgastar o produto e afastar compradores que inicialmente poderiam ter interesse.
Consulte mais de um profissional antes de definir o preço
Um imóvel geralmente representa uma parte importante do patrimônio de uma família.
Por isso, sua avaliação merece critério.
Antes de vender, procure imobiliárias que realmente conheçam a região. Compare as avaliações, pergunte quais imóveis foram utilizados como referência e entenda por que aquele preço foi sugerido.
Avaliações muito diferentes merecem investigação.
Não escolha automaticamente o profissional que disser o maior preço.
A melhor avaliação não é necessariamente a que mais agrada ao proprietário. É a que consegue ser sustentada pelo mercado.
Também vale pesquisar a trajetória da imobiliária, sua presença local e as avaliações públicas de clientes.
E qual é o papel do corretor nesse novo mercado?
Com tanta informação disponível na internet, pode parecer que basta pesquisar anúncios para descobrir quanto vale um imóvel.
Não basta.
Um corretor que conhece profundamente o mercado local consegue interpretar aquilo que os portais não mostram.
Sabe quais ruas têm maior procura.
Entende o peso de uma vista definitiva para o mar.
Conhece a diferença entre edifícios aparentemente semelhantes.
Percebe quais plantas têm maior aceitação.
Sabe quais imóveis estão anunciados há muito tempo e quais produtos efetivamente despertam compradores.
O valor do corretor está cada vez menos em simplesmente “mostrar uma casa” e cada vez mais em transformar informação de mercado em uma negociação segura e coerente.
E para quem vai comprar?
A mesma lógica vale.
Não compre apenas pelo número de metros quadrados.
Pergunte a si mesmo:
Como quero viver nesse imóvel?
Para algumas pessoas, 70 m² perto da praia podem proporcionar mais qualidade de vida do que 120 m² longe dela.
Para outras, nada substitui uma casa espaçosa, jardim, piscina e privacidade.
Não existe imóvel perfeito para todo mundo.
Existe o imóvel adequado para cada momento, orçamento e estilo de vida.
O mercado não está escolhendo entre pequeno e grande
Talvez essa seja a principal mudança.
O mercado não decidiu que imóvel pequeno é melhor.
Também não decidiu que quanto maior, melhor.
O comprador passou a exigir valor percebido.
No compacto, ele pode estar comprando localização, praticidade e menor manutenção.
No alto padrão, pode estar comprando espaço, vista, privacidade, segurança e exclusividade.
E entre esses dois extremos existe um enorme mercado de famílias procurando bons apartamentos de dois, três e quatro quartos.
Por isso, a pergunta mais importante para quem possui um imóvel não é:
“Quantos metros quadrados minha casa tem?”
É:
“O que faz o meu imóvel ser desejado pelo comprador de hoje?”
O mercado de Guarapari exige conhecimento local
Guarapari possui particularidades que tornam uma avaliação profissional ainda mais importante.
Praia do Morro, Centro, Enseada Azul, Nova Guarapari, Santa Mônica, Setiba e outras regiões atendem a perfis diferentes de compradores.
Dentro do mesmo bairro, mudar algumas ruas pode alterar vista, distância da praia, facilidade de acesso e perfil de procura.
É por isso que avaliar um imóvel em Guarapari exige muito mais do que consultar um preço médio na internet.
Exige conhecer a cidade.
TioSam Imóveis
Há mais de 25 anos, a TioSam Imóveis acompanha as transformações do mercado imobiliário de Guarapari.
Se você está pensando em vender, antes de definir o preço descubra qual é o verdadeiro posicionamento do seu imóvel no mercado atual.
E se pretende comprar, não procure simplesmente o maior imóvel que o orçamento permite. Procure aquele que realmente combina localização, qualidade, preço e estilo de vida.
Seu patrimônio merece uma decisão baseada em informação, experiência e realidade de mercado.
TioSam Imóveis — Guarapari, desde 1999.